Joguei por algumas horas. É de fato muito bom, como dizem. Então se eu gastar meu tempo a contar-lhes quão imersivos são os sons e efeitos, quão decentes são os gráficos ou quão bem otimizado é o jogo, não estaria inovando. Dessa forma, quero contar-lhes, em vez, de alguns pontos negativos, para que possam ponderar se querem ou não comprar o jogo. São três: 1) ausência de server browser; 2) existência de literalmente bots (robôs) no jogo; e 3) o trabalho intenso na CPU. 1) Ao meu ver, e você pode discordar, o server browser, ou seja, poder pesquisar e escolher o servidor no qual deseja entrar é uma das ferramentas mais importantes num jogo de tiro, por respeito à capacidade decisória e à liberdade do jogador, e também por ser responsável pela longevidade do jogo. Além de que, claro, é algo tradicional no Battlefield e o distingue, por exemplo, do Call of Duty. Na ausência do server browser, enfim, há apenas o click and play que sempre foi a regra na franquia concorrente. Muitas vezes, por conta disso, caí em servidores sem jogadores suficientes para se iniciar uma partida e, algumas vezes, esta teve de ser preenchida com robôs (o que nos leva à próxima crítica — mas segurem ainda primeiro ponto). Imaginem, então, futuramente, lá nos anos em que nem tanta gente estará jogando-o, o quão difícil será encontrar uma partida oficial, sem regras idiotas ou mapa inventado. Eu digo isso porque sim, existe um tipo de server browser, mas serve apenas para as “invenções” da comunidade. 2) Quanto aos robôs, não preciso me alongar. Compramos um jogo multiplayer exatamente para jogar contra pessoas reais. Daí que o uso de bots é inaceitável, sobretudo quando o jogo está no seu ápice — acabou de ser lançado. Ou seja, se no momento com mais jogadores vê necessidade de preencher as partidas com robôs, mesmo que sejam poucos, alguma coisa está errada na ALOCAÇÃO dos jogadores reais dentro das partidas de jogo. 3) Por fim, embora a otimização do jogo esteja excelente, o jogo é um “CPU intensive”. Fique já o aviso. Mas há um suposto problema que muitos apontaram — e do qual sofre meu computador: a CPU chega a altos níveis de uso e, no meu caso, a 100%! Isso acontece em vários tipos de configurações que se vê pela internet, desde CPUs mais fracas a mais fortes. E veja: talvez, só talvez, porque sou um leigo, seja um problema a se resolver, porque pessoas já inventaram uma solução > ao alterar, em notepad do Windows, em pasta dentro do jogo, uma configuração a respeito do uso da CPU. Assim, sem modificar a performance, e ainda, conforme alguns relatos, dando azo a menores temperaturas, houve redução do uso da CPU. Por hora minha avaliação é esta. Peço aos desenvolvedores que dêem uma olhada especialmente quanto aos pontos 1) e 2).
Minha experiência com Battlefield 6 foi bastante positiva. Senti que ele recupera muito do espírito clássico da franquia, principalmente no multiplayer, que está divertido, intenso e tecnicamente bem otimizado. As partidas trazem aquela sensação de guerra moderna realista, com mapas cheios de destruição e sons imersivos, além de modos clássicos como Conquest e Breakthrough muito bem trabalhados. Achei a campanha single-player fraca (confesso que ainda n terminei), quase como um tutorial para o resto do jogo. Mas sinceramente, para mim, o verdadeiro destaque é o multiplayer, onde passei a maior parte do tempo, aproveitando as opções de customização e o ritmo ágil. No geral, minha impressão é que Battlefield 6 conseguiu trazer de volta o que fez a série famosa: batalhas épicas, jogabilidade gostosa, gráficos de ponta e aquele sentimento autêntico de combate moderno. Apesar de alguns detalhes em mapas e mecânicas não agradarem todo mundo, recomendo fortemente como o Battlefield mais divertido dos últimos anos.